A PERDA QUE NOS INTERPELA
Segunda-feira foi um dia de muitas interrogações e reflexões para inúmeras pessoas, particularmente, no seio das Famílias católicas e cristãs.
O falecimento do Papa Francisco não deixou e nem podia deixar ninguém indiferente, seja pela sua visão moderna da religião, que professou e encarnou, seja pela forma humanista como cumpriu o seu pontificado ou pela sua visão impessoal e critica do mundo moderno e das relações humanas, que praticou. Com efeito, simbolizou a reforma e um tempo novo e regenerador no seio da Igreja Católica Universal.
Fica no ar a dúvida e a pergunta angustiante: como suprir a sua ausência definitiva?
No fundo, encarnou uma reforma profunda no seio da sua própria Igreja. Neste fim do seu Pontificado, resta certamente uma Igreja Católica diferente, renovada, amadurecida e ciente da sua missão difícil nestes tempos novos, voláteis, inseguros e desafiantes da modernidade e, igualmente, de um mundo em complicada e imprevisível transformação.
O que esperamos, após essa enorme perda?
O mundo inteiro vem demonstrando o respeito, a valorização e a aprovação da forma magnânima e lúcida como cumpriu a sua sagrada missão, enquanto sumo Pontífice. A maioria se revê nas suas atitudes, nos seus gestos, na sua vontade constante de diálogo e de reconhecimento do Outro, de respeito, de união e de cooperação pacífica entre os membros da grande Família Humana. Aprecia a sua coragem virtuosa de agir de forma persistente para a recolocação dos valores da universalidade, da igualdade, da fraternidade, da sinceridade, do respeito mútuo e da paz no seio da sua Igreja e das sociedades humanas modernas dramaticamente desavindas.
Auguramos, nesta hora reflexiva, a compreensão e a apropriação pelas pessoas de boa-vontade, de todas religiões, filosofias ou culturas do legado intemporal religioso, político e ético, enfim, humanista, que nos deixa o saudoso Papa da Simplicidade, da Humildade, da Igualdade, da Generosidade, da Coragem e da Verdade.
Bem-haja a memória fecunda de Sua Santidade, o Papa Francisco!
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