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Artigos do IPP
26 Março 2026 | Vista 515 vezes |

AMÉLIA ARAÚJO: A VOZ QUE NÃO SE APAGOU

Nos registos sonoros que contam a história da luta de libertação nacional de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, na memória daqueles que nas diversas frentes combateram na luta de libertação nacional, continuará presente a voz de Amélia Araújo, mesmo após a sua partida. Particularmente para nós, os combatentes na clandestinidade em Cabo Verde, ela era a portadora da mensagem que nos animava, ao relatar os avanços da luta na Guiné e nos encorajava a prosseguir o nosso combate com redobrada determinação. Essa mesma mensagem, escutada às escondidas nos lares de cabo-verdianos, nas ilhas e na emigração, foi ajudando a semear e fazendo espalhar esperança de um Cabo Verde, novo e diferente, mais justo e livre da dominação estrangeira.

A sua contribuição, porém, estende-se para além da sua participação na Rádio Libertação. Ela teve igualmente um papel importante na transcrição de vários textos das intervenções de Amílcar Cabral, que hoje circulam em milhares de livros e publicações.

Deixa-nos, além disso, muitas saudades, pelo trato, simpatia, camaradagem e acolhimento que carinhosamente nos dispensou, ao lado de outra inesquecível figura da nossa luta, José Araújo.

Adeus, Amélia! Adeus, camarada!

Luís Fonseca | Eulogia a Amélia Araújo | Fevereiro de 2026

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